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Choose Cruelty-Free!

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15
Abr18

Cruelty-Free | Sites credíveis, como pesquisar, o que ter em conta

 

 

Mais um post informativo. Porque informação nunca é demais. Porque não quero desviar o tema do blog. Porque quero muito passar esta mensagem e a mensagem não se passa só com looks e reviews.

A ler!

 

Infelizmente a informação sobre testes em animais, produtos cruelty-free, e tudo o que engloba este tema não nos aparece a cada esquina, não é falado na televisão, não sai nos jornais, em Portugal não há muitos sites com informação, por aí. Pelo que temos de ser nós a procura-la, e maioritariamente vai estar em inglês. É um tema que ainda não é totalmente claro a nível de critérios, ainda divide opiniões, há muitas marcas que nos tentam enganar pelo que um grande banho de todo o tipo de informação numa fase inicial é muito importante para começarmos por nós próprios a definir critérios e agir a partir daí.

Já falei aqui sobre o tema cruelty-free e já dei dicas aqui sobre como começar, com algumas dicas.

 

Temos de começar por algum lado, por isso… Google!

Se pesquisarmos por “cruelty-free” no Google rapidamente nos leva aos sites de organizações de defesa pelos direitos dos animais. E estes são sempre bastante úteis porque são fontes oficiais, são mais fidedignos, abordam tudo o que envolva crueldade animal, seja alimentação, vestuário e entretenimento, partilham informação detalhada sobre os testes em animais, no que consistem, partilham factos, dados, campanhas de sensibilização, petições, notícias, atualizações e listas de marcas que testam e não testam em animais, e mais houvesse. A dedicação destas organizações ao ser unicamente sobre os direitos dos animais, torna a informação na mais credível.

 

Organizações:

Dica: Estas organizações também têm redes sociais! Vale pena seguir. São muito ativas e vão-nos sempre atualizando com factos, imagens, notícias, e é informação que acaba por chegar ao vosso feed sem ser preciso aceder todos os dias aos sites. Para detalhes, claro, convém aceder.

 

Depois pesquisa leva a pesquisa e claro que no google vão-nos aparecer mais resultados que apenas organizações. Já existem vários blogs sobre o tema e é aqui que devemos ter atenção à informação. Não podemos garantir que tudo o que lemos em blogs é real ou fidedigno só porque em alguma parte tem a palavra “cruelty-free”.

 

Bem, primeiro podemos ler as zonas de “sobre mim” ou “sobre o blog” para perceber qual o nível de dedicação da pessoa que vos escreve, se realmente é cruelty-free ou só um interessado sobre o tema; ler as zonas dedicadas ao cruelty-free (e se existem!) e se demonstra ter conhecimento pelo menos das noções básicas sobre os testes em animais, etc.

 

Outra parte que nos pode servir para avaliar a credibilidade dos blogs e sua informação são as listas de marcas que disponibilizam. E aqui podemos ver se partilha as fontes ou as confirmações diretas das marcas.

Se nos dizem que determinada marca é cruelty-free, mas não apresentam fontes, essa marca não tem qualquer informação no próprio site, não aparece em nenhuma lista “oficial” e não partilha onde obteve essa informação, o melhor é esquecerem. Podem sempre deixar uma sugestão para que coloque a informação mais transparente mas avancem para outro site ou blog.

Procurem sempre informação coerente, comparem artigos, listas, cruzem dados, conhecimento nunca é demais.

 

Os sites/blogs que costumo seguir são o Cruelty-free Kitty e o Logical Harmony.

Existe um grupo português no Facebook, o Cruelty-Free Beauty Portugal, também muito útil, com informação já disponibilizada, listas de marcas por categorias de produtos e sendo um grupo, serve também para partilha de informações e opiniões.

 

Sobre os sites das próprias marcas, é aqui que podemos ser enganados se não estivermos bem informados. 

Já vos disse que por vezes há marcas que se intitulam cruelty-free mas colocam as ressalvas “salvo quando não há alternativa” ou “salvo quando exigido por lei”. Com estes dois asteriscos já podemos constatar que, até podem não testar em animais, mas que estão dispostos ou que o fazem caso seja “preciso”. Esqueçam.

 

Quando a informação não é muito clara nos sites podem também tentar procurar se existem lojas físicas na China, se existirem, será igualmente para desconsiderar porque já sabemos que a China obriga a testes em animais para comercialização física no país. Se não, boas noticias. Mas atenção que isto não é uma confirmação, apenas uma esperança que podemos estar perante uma marca cruelty-free.

 

Podem sempre questionar a própria marca enviando um e-mail ou por alguma outra via de contacto.

Não se contentem em perguntar se “testam em animais” e a resposta ser não. As perguntas devem ir mais além e as respostas claras e objetivas:

  • Se testam em animais;
  • Se utilizam terceiros que testem por eles;
  • Se os ingredientes que adquirem a terceiros são testados em animais;
  • Se esses terceiros testam em animais;
  • E se vendem em países que obrigam testes em animais por lei.

 

Se a resposta for “não” em tudo, só nos resta acreditar na palavra e considerar.

 

Contudo, já não é difícil chegar a esta informação pois em certa parte já existirá confirmada algures, basta perderem uns minutos com uma pesquisa como “marca x cruelty-free” e seguirem os links que surgirem. Garantam que existe pelo menos uma fonte com a informação confirmada, clara e transparente.

 

A internet neste tema é chave, mas devemos ser exigentes!

 

Por cá, posso garantir-vos que tudo o que partilho é verdadeiro, fruto de interesse sincero e muita pesquisa. Foram dois anos “produtivos” e só assim teria total segurança em passar-vos tudo através deste blog.

 

Se tiverem questões, coloquem-nas. Se tiverem sugestões, partilhem. Todo o feedback é bem-vindo. :)

 

xx

 

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